13 de setembro de 2010

O velho e o idoso

Há muito tempo, num espaço comum a muitos dos que têm idade avançada conversavam, dois jovens maduros, sobre as principais diferenças entre eles.
Quem chegava ao espaço e apanhava parte das conversas, com certeza ficava curioso por saber a opinião de duas jovens pessoas que tinham muito que contar.
Debatiam o dia-a-dia, as oportunidades, as vivências, as dificuldades, mas, acima de tudo, faziam uma resenha sobre as suas longas caminhadas na estrada da vida.
Após perceberem que ambas falavam sobre o mesmo, mas com opiniões diferentes decidiram fazer uma comparação entre a pessoa idosa e a pessoa velha.
Assim, criaram as seguintes características relativas a cada uma:
• Um idoso é aquela pessoa que já viveu muitos anos, mas que continua a sonhar, aprende e faz questão de se manter activo, enquanto uma pessoa velha já perdeu a vontade de viver e só pensa em descansar, pois nada faz sentido de e para existir.
• É idoso quem transforma cada dia num dia único, planeando o dia de amanhã tornando-o, assim, “no primeiro dia do resto da sua vida”. Por sua vez, para o velho tudo é passado, permanecendo, apenas, as saudades, o sofrimento e a preocupação em ocupar-se com o vazio.
• No meio de tantas diferenças, ambos possuem rugas diferenciadas em bonitas e feias, sendo que as bonitas são originadas por sorrisos nos idosos enquanto as dos velhos têm a sua origem nas lutas da amargura, tornando-as feias aos olhos de quem as vê.
Concluíram, ainda, que o idoso e o velho podem ter a mesma idade biológica, mas têm idades diferentes no coração.
Assim, deixamos um conselho a todos os que se encontram na mesma fase que nós:

Se você se considera velho… aprenda a ser idoso, mas você que se considera idoso… tenha uma longa vida e nunca fique velho.

20 de julho de 2010

Dia Internacional da Amizade ...

Um amigo é aquele que está ligado a outro por laços de amizade. Porém, Amizade é um sentimento fiel de afeição, simpatia, estima ou ternura entre pessoas.
Ao longo da vida conhecemos pessoas que ingressam no nosso círculo de amigos, pelo que acabamos por ficar com os amigos da infância, da escola, do trabalho, do dia-a-dia e até da terceira idade.
Amigo é aquele que ouve, apoia, dá a mão e o bom conselho. É quem está sempre pronto a ouvir-nos nas nossas aflições e na partilha dos bons momentos.
Por isso, meu amigo lembre-se que …


Amigo é...
… carinho e lealdade,
presença contínua
e cumplicidade.
… é porto seguro
e sol
num dia escuro.
… é um Anjo
que mesmo distante,
está presente a todo instante.

Idosos - SCMM

17 de julho de 2010

Poema do idoso ...




Se meu andar é hesitante e minhas mãos trêmulas, ampare-me.

Se minha audição não é boa, e tenho de me esforçar para ouvir o que você está dizendo, procure entender-me.
Se minha visão é imperfeita e o meu entendimento escasso, ajude-me com paciência.


Se minha mão treme e derrubo comida na mesa ou no chão, por favor, não se irrite, tentei fazer o que pude.
Se você me encontrar na rua, não faça de conta que não me viu. Pare para conversar comigo. Sinto-me só.

Se você, na sua sensibilidade, me ver triste e só, simplesmente partilhe comigo um sorriso e seja solidário.

Se lhe contei pela terceira vez a mesma história num só dia, não me repreenda, simplesmente ouça-me. Se me comporto como criança, cerque-me de carinho.

Se estou doente e sendo um peso, não me abandone.

Se estou com medo da morte e tento negá-la, por favor, ajude-me na preparação para o adeus.


(AUTOR DESCONHECIDO)

25 de junho de 2010

Família, Institucionalização e o papel do Animador

A motivação dos idosos, por vezes não é fácil. Um profissional que trabalhe em contexto institucional não encontra trabalho simples. O envelhecimento da população leva a que muitas pessoas sejam institucionalizadas sem a devida preparação.

A ideia dos antigos “asilos” faz com que muitos idosos recusem a ida para o lar, sendo estes muitas das vezes institucionalizados sem serem consultados. É de salientar que, na maior parte dos casos, recorrem-se às instituições pois os idosos ou estão totalmente dependentes de alguém ou então devido às doenças patológicas provindas com o avançar da idade.

No entanto, hoje em dia prevalece o modelo social de família nuclear, em que convivem no mesmo lar apenas pais e filhos, encaminhando muitos idosos para estas instituições porque não têm como cuidar deles, ou seja, têm que trabalhar e cuidar dos filhos ou moram longe da área de residência dos pais. Esta separação provoca em muitos idosos um sentimento de abandono, de revolta, de agressividade, entre outros. A falta de tempo faz com que muitos familiares visitem cada vez menos o idoso, entretanto, institucionalizado, começando a existir um “fosso” entre o idoso e a família.

Devido a patologias que são características nesta etapa da vida, o idoso institucionalizado tende a isolar-se, portanto, cabe ao animador criar tempos de lazer e comunicação com os idosos para que estes se sintam úteis.

Neste contexto, o trabalho de um animador torna-se imprescindível, uma vez que tem como função fazer com que os idosos não se auto-excluam de viver, devido ao pensamento da sua inutilidade e que só a morte lhes resta e tentar modificar os sentimentos iniciais do idoso. Para inverter esta situação o animador deve elaborar programas de intervenção, de carácter social, proporcionando relações inter-pessoais e com o meio visto que a terceira idade não está à margem, de carácter cultural, potencializando e estimulando a memória dos idosos que se podem reflectir em diversas actividades.

Assim, se a animação for encarada como um instrumento essencial na vida do idoso, este poderá ter uma melhor qualidade de vida. A animação pode impedir que existam conflitos entre idosos, imobilidade e indiferença. A conflitualidade neste contexto é comum e deve-se ao facto dos dias serem todos iguais, ou seja, os horários a cumprir, o sentar-se sempre no mesmo sítio, entre outros. A animação ao alterar a rotina diária e ao promover a convivialidade contribui para a diminuição dos conflitos.

Por vezes, o trabalho exacerbado das funcionárias obrigam a que estas transportem os utentes nas cadeiras de rodas, uma vez que é mais fácil empurrar uma cadeira de rodas do que ajudar o idoso a caminhar, pesarosa e lentamente. Neste aspecto a animação aliada à motricidade e às artes contribui para que os idosos melhorem a sua autonomia e capacidade de movimento.

16 de junho de 2010

Animação de Idosos em formação no Funchal

No próximo dia 29 de Julho a  a Socialgest vai desenvolver acções de formação na Ilha da Madeira em Animação de Idosos e Cuidado aos idosos.

Animação de Idosos: Dr. Luis Jacob (autor do livro "Animação de idosos")
Introdução à animação de idosos
Praticas da animação
Tipos de animação
Exemplos práticos


Cuidados ao Idoso: Dra. Ana Pinto (Gerontóloga)
Conceito de gerontologia
Cuidados de higiene e conforto
Posicionamentos e transporte
Motricidade


Preço: 25 euros por cada inscrito

Fonte : Socialgest (http://www.socialgest.pt/)